Close Menu
    Destaque

    Educação política entra no currículo escolar: o que muda para estudantes, professores e para a formação cidadã no Brasil

    17 de julho de 2026

    Como os novos agentes de inteligência artificial podem transformar o trabalho no Brasil — e quais desafios empresas e profissionais enfrentam

    17 de julho de 2026

    STF valida cota de 30% do fundo eleitoral para candidatos pretos e pardos: o que muda para partidos e eleitores nas eleições de 2026

    17 de julho de 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Diario da Imprensa
    • Economia
    • Notícias
    • Política
    • Tecnologia
    Diario da Imprensa
    Home»Tecnologia»Marco Legal da IA: o que muda para empresas, jornalistas e cidadãos com a regulação que está chegando
    Tecnologia

    Marco Legal da IA: o que muda para empresas, jornalistas e cidadãos com a regulação que está chegando

    Diego VelázquezPor Diego Velázquez24 de junho de 20265 Mins Read
    Facebook Twitter Pinterest Telegram LinkedIn Tumblr Email Reddit
    Compartilhe
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email Copie o link

    Com o projeto ainda na Câmara e setores como medicina e eleições já com normas próprias, o Brasil regulamenta a inteligência artificial por partes

    A inteligência artificial já está no cotidiano dos brasileiros muito antes de existir uma lei que a regule. Ela decide quais posts aparecem no feed, influencia concessões de crédito, auxilia médicos em diagnósticos e, nas eleições de 2026, vai estar presente na produção de conteúdo de campanha e na moderação de plataformas. O Marco Legal da IA, aprovado pelo Senado em dezembro de 2024 como PL 2.338/2023, é o principal instrumento legislativo para dar ordem a esse cenário. O projeto teve sua votação final na Câmara adiada para 2026 e, apesar de ainda não ter se convertido em lei, já produz impactos concretos no mercado, reposicionando a inteligência artificial como um tema central de governança corporativa, gestão de risco e uso responsável de dados, segundo o portal CBRdoc. O Brasil não parte do zero: setores como o Judiciário, a medicina e o sistema eleitoral já criaram suas próprias normas específicas para o uso da IA. CBRdoc Blog

    O Conselho Federal de Medicina publicou, com a Resolução nº 2.454/2026, diretrizes sobre o uso da inteligência artificial na medicina, e o Conselho Nacional de Justiça é citado internacionalmente como um dos únicos órgãos de cúpula do Judiciário em países de língua portuguesa com regulação própria e estruturada para o uso de IA, segundo análise do portal Capital Aberto. Esse modelo setorial, que avança por partes enquanto o marco geral aguarda votação, tem uma lógica prática: setores de alto risco precisam de regras agora, sem esperar que o processo legislativo conclua seu percurso. O resultado é um mosaico regulatório que as empresas e os profissionais precisam navegar sem uma bússola única, o que gera insegurança jurídica mas também abre espaço para soluções ágeis. Capitalaberto

    COMO O PROJETO CLASSIFICA OS RISCOS E O QUE ELE EXIGE DAS EMPRESAS

    O núcleo do PL 2.338/2023 é a classificação dos sistemas de inteligência artificial por nível de risco. A proposta classifica os sistemas de inteligência artificial quanto aos níveis de risco para a vida humana e de ameaça aos direitos fundamentais, e também divide as aplicações em inteligência artificial e inteligência artificial generativa, definindo esta última como modelo especificamente destinado a gerar ou modificar significativamente texto, imagens, áudio, vídeo ou código de software, segundo o portal da Câmara dos Deputados. Sistemas classificados como de alto risco — entre eles os ligados à genética humana, ao reconhecimento de identidade e a decisões automatizadas que afetam direitos individuais — terão exigências mais rigorosas de transparência, auditoria e supervisão humana. Câmara dos Deputados

    Para empresas que utilizam IA em seus processos, a preparação deve começar antes da aprovação da lei. A expectativa é de aprovação e sanção ao longo de 2026, com vacatio legis escalonada, a exemplo do que ocorreu com a Lei Geral de Proteção de Dados, permitindo prazos diferenciados para obrigações gerais, sistemas de alto risco e hipóteses de proibição imediata, segundo análise da KPMG Brasil. O que isso significa na prática é que haverá um período de adaptação, mas as empresas que iniciarem o mapeamento de seus sistemas de IA agora terão vantagem estratégica sobre as que aguardarem a publicação da lei para começar. Isso inclui não apenas empresas de tecnologia, mas qualquer organização que use algoritmos para tomar decisões que afetam clientes, funcionários ou parceiros. KPMG

    O QUE MUDA PARA O JORNALISMO E PARA OS CIDADÃOS

    O Marco Legal também trata de um tema especialmente sensível para a imprensa: os direitos autorais no desenvolvimento de sistemas de IA. Pelo texto aprovado pelo Senado, conteúdos protegidos poderão ser utilizados livremente apenas por instituições de pesquisa, jornalismo, museus, arquivos, bibliotecas e organizações educacionais, e o material precisa ser obtido de forma legítima sem fins comerciais, segundo a Câmara dos Deputados. Para casos comerciais, o titular de direitos autorais poderá proibir o uso dos seus conteúdos, e caso obras sejam usadas no desenvolvimento de sistemas de IA com fins comerciais, o titular terá direito a remuneração. Essa cláusula é de interesse direto de veículos jornalísticos cujo conteúdo alimenta modelos de linguagem sem que as empresas recebam qualquer compensação. Câmara dos Deputados

    Do ponto de vista do cidadão, o Marco Legal também garante direitos concretos: informação sobre o uso de IA em decisões que o afetam, explicação sobre decisões automatizadas, possibilidade de revisão humana e mecanismos de contestação. Esses direitos não substituem a necessidade de educação digital, mas estabelecem um piso mínimo de proteção. O ministro Dario Durigan, ao defender o modelo regulatório proposto pelo governo, afirmou que a alfabetização digital será fundamental para proteger a população, porque a regulação precisa andar junto com a educação tecnológica para evitar abusos e proteger grupos vulneráveis, segundo a Agência Brasil. A combinação entre regulação e educação é o caminho mais consistente para que os benefícios da inteligência artificial cheguem a todos os brasileiros sem que os riscos recaiam desproporcionalmente sobre os mais vulneráveis. Fontes: Câmara dos Deputados | Agência Brasil | KPMG | CBRdoc Agência Brasil

    Autor: Diego Rodríguez Velázquez

    Post Views: 29
    Compartilhe. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Diego Velázquez
    Diego Velázquez
    • Website

    Postagens Relacionadas

    Como os novos agentes de inteligência artificial podem transformar o trabalho no Brasil — e quais desafios empresas e profissionais enfrentam

    17 de julho de 2026

    Como a nova política industrial da OpenAI pode acelerar a corrida global pela inteligência artificial e impactar empresas brasileiras

    6 de julho de 2026

    Habilidades Digitais no Brasil: Por Que a Era da Inteligência Artificial Exige uma Nova Qualificação Profissional

    11 de junho de 2026

    Comments are closed.

    Destaque

    Educação política entra no currículo escolar: o que muda para estudantes, professores e para a formação cidadã no Brasil

    Por Diego Velázquez17 de julho de 2026

    Nova diretriz amplia o ensino sobre democracia, instituições e participação social nas escolas e levanta…

    Como os novos agentes de inteligência artificial podem transformar o trabalho no Brasil — e quais desafios empresas e profissionais enfrentam

    17 de julho de 2026

    STF valida cota de 30% do fundo eleitoral para candidatos pretos e pardos: o que muda para partidos e eleitores nas eleições de 2026

    17 de julho de 2026

    Inflação desacelera, mas continua acima da meta: o que muda no bolso dos brasileiros e nas decisões sobre juros

    17 de julho de 2026
    Sobre
    Sobre

    Diário da Imprensa: Sua fonte primária de notícias com profundidade e imparcialidade. Acompanhe os principais fatos do Brasil e do mundo, análises exclusivas e a cobertura completa do que realmente importa para o seu dia a dia.

    Educação política entra no currículo escolar: o que muda para estudantes, professores e para a formação cidadã no Brasil

    17 de julho de 2026

    Como os novos agentes de inteligência artificial podem transformar o trabalho no Brasil — e quais desafios empresas e profissionais enfrentam

    17 de julho de 2026

    STF valida cota de 30% do fundo eleitoral para candidatos pretos e pardos: o que muda para partidos e eleitores nas eleições de 2026

    17 de julho de 2026

    Como reconhecer fatores que fortalecem a saúde emocional antes das crises, com Taiza Tosatt Eleoterio 

    28 de setembro de 2023

    Mercado de ativos digitais atrai novos investidores no Brasil

    22 de janeiro de 2026

    Carnaval 2026 Impulsiona Mais de R$ 900 Milhões na Economia do Ceará

    25 de fevereiro de 2026
    • Home
    • Quem Somos
    • Quem Faz
    • Contato
    • Notícias
    Diario da Imprensa - tel.(11)91754-6532 - [email protected] -

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.