A cidade de Manaus tem testemunhado um movimento crescente de valorização da economia criativa e solidária, evidenciado pela realização da “Feirinha da Economia Solidária e Criativa”, no bairro Chapada. Este evento, promovido pela Manaus Previdência (Manausprev) em parceria com a Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi), reúne empreendedores locais, fortalecendo o comércio regional e oferecendo ao público uma experiência de consumo consciente e culturalmente rica. Ao longo deste artigo, exploraremos os impactos da iniciativa, os tipos de produtos ofertados, e como a ação contribui para o desenvolvimento social e econômico da comunidade.
A feirinha funciona como uma vitrine para pequenos empreendedores, reunindo desde hortifrúti regional até artesanato, papelaria, itens de decoração, biojoias e delícias gastronômicas como pães, bolos, biscoitos e doces. Essa diversidade de produtos reflete não apenas a criatividade dos participantes, mas também a valorização da produção local e sustentável. O evento proporciona ao público a oportunidade de conhecer de perto o trabalho de pequenos empreendedores, estreitando laços entre produtores e consumidores e fortalecendo a identidade cultural da região.
Mais do que um espaço de comércio, a feirinha integra o programa Vitalidade, coordenado pelo setor Psicossocial da Manausprev, que visa promover o bem-estar físico e mental, além de estimular o protagonismo e a autonomia de aposentados e pensionistas. A iniciativa combina economia e cidadania, oferecendo atividades que incluem dança, artesanato e musicoterapia, criando um ambiente que favorece tanto a socialização quanto a geração de renda. Esse enfoque demonstra como políticas públicas podem aliar empreendedorismo e desenvolvimento humano de maneira estratégica e inovadora.
A diretora-presidente da Manausprev, Daniela Benayon, destaca que as edições anteriores da feirinha registraram excelente participação do público, reforçando a importância do evento para a valorização do trabalho local. Em 2026, a expectativa é expandir ainda mais o alcance da iniciativa, consolidando o evento como referência no fomento à economia solidária. Essa valorização é crucial em um contexto em que pequenos negócios representam uma parcela significativa da economia urbana, sendo responsáveis por empregos diretos e indiretos e pela circulação de recursos na comunidade.
A feirinha também cumpre um papel importante no fortalecimento da economia local, ao estimular o consumo de produtos produzidos na própria cidade. Ao oferecer um espaço para que pequenos empreendedores apresentem suas criações, o evento contribui para reduzir a dependência de grandes cadeias comerciais, promovendo um modelo mais sustentável e inclusivo. Além disso, o contato direto entre produtor e consumidor permite uma percepção maior do valor agregado aos produtos, incentivando práticas de consumo consciente e apoiando a sustentabilidade econômica da região.
O impacto social da feirinha se estende aos próprios aposentados e pensionistas, que encontram no evento uma oportunidade de participar ativamente da vida econômica e cultural da cidade. Essa integração promove autoestima, engajamento social e um sentido de pertencimento, demonstrando que iniciativas de economia solidária vão além da geração de renda, tocando diretamente a qualidade de vida dos participantes. Essa abordagem humanizada reforça a ideia de que políticas públicas de incentivo à economia criativa podem ter efeitos profundos e duradouros na sociedade.
Além disso, a feirinha funciona como catalisador para novos negócios. Muitos empreendedores iniciam suas atividades em espaços desse tipo, testando produtos e estratégias de venda com um público diversificado. Esse processo de incubação informal é essencial para o fortalecimento do ecossistema de pequenas empresas, permitindo ajustes e melhorias antes de uma expansão maior. A experiência adquirida no contato direto com consumidores aumenta a competitividade e a resiliência dos negócios locais, fortalecendo a economia regional como um todo.
Eventos como a Feirinha da Economia Solidária e Criativa em Manaus também contribuem para consolidar a cidade como polo de inovação cultural e econômica. Ao unir criatividade, empreendedorismo e responsabilidade social, o evento cria um modelo replicável para outras regiões, demonstrando que é possível aliar desenvolvimento econômico a práticas inclusivas e sustentáveis. A visibilidade gerada fortalece a marca da cidade, atraindo novos investimentos e valorizando o patrimônio cultural local.
Portanto, a iniciativa da Manausprev vai muito além de uma feira tradicional. Ela se configura como um instrumento de transformação social e econômica, estimulando a economia solidária, incentivando a autonomia de aposentados e pensionistas e promovendo a integração entre produtores e consumidores. Ao criar um ambiente que une comércio, cultura e bem-estar, a feirinha reforça a importância de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da economia local e ao fomento da criatividade, mostrando que pequenas iniciativas podem gerar impactos significativos e duradouros na comunidade.
Autor: Tomas Smith
