Pernambucano será relator provisório da Lava Jato no STJ

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Pernambucano será relator provisório da Lava Jato no STJ

Foto: Presidente do TJPE, o desembargador Leopoldo Raposo Créditos: Maria Nilo/FolhaPE

Com o afastamento de Félix Fischer do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por questões médicas, o presidente da Corte, João Otávio de Noronha, deverá convocar para a próxima semana, para tocar o gabinete do colega, o desembargador Leopoldo Raposo, do Tribunal de Justiça de Pernambuco. Raposo ainda assumirá a relatoria de processos da Operação Lava Jato.  

O convite para ida de Raposo ao STJ, de forma interina e por tempo indeterminado,já foi feito, todavia o ofício deverá ser oficializado até a próxima semana, já que o presidente da Corte, ministro João Otávio de Noronha, está em missão oficial no exterior. “Ainda não recebi formalmente essa convocação, pois ela é dirigida ao presidente do TJPE (Adalberto Melo), mas recebi o convite, realmente. Só falta a convocação ser formalizada”. 

Leopoldo Raposo já havia atuado como desembargador convocado no STJ. Em 2015, também foi chamado para a Quinta Turma. Entre 2016 e 2017, foi presidente do Tribunal de Justiça pernambucano. O nome do magistrado pernambucano foi aprovado por todos os outros ministros da 5ª Turma: Jorge Mussi, Reynaldo Soares da Fonseca, Ribeiro Dantas e Joel Parcionik. 

Raposo ainda fala sobre assumir os processos da Lava Jato, justo em um momento turbulento, que apurar desde 2014 esquemas de corrupção no país e está sob questionamento após divulgação de conversas de procuradores com o atual ministro da Justiça, Sergio Moro  “é um novo desafio. Prefiro não avaliar (cenários) e adentrar nesses detalhes. Sobre a relelação de mensagens, prefiro não me manifestar”, afirmou. 

Entre os casos que passarão pelas mãos do pernambucano Leopoldo Raposo, está o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Está pendente na 5ª Turma do STJ o julgamento dos embargos de declaração (recurso), nos quais a defesa do petista solicita a ida dele diretamente para o regime aberto sem progredir antes para o semiaberto (trabalha durante o dia e dorme à noite na cadeia). A partir de 23 de setembro, o ex-presidente poderá pedir para sair do regime fechado. 

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